Quero Trabalhar com Som no Cinema

*Por Katia Kreutz e equipe da Academia Internacional de Cinema

O cinema começou mudo. Durante cerca de duas décadas, após a primeira exibição cinematográfica pelos irmãos Lumière, criadores recorreram a narrativas que dispensavam o uso de diálogos e efeitos sonoros, transmitindo informações apenas por meio de imagens, gestos e letreiros explicativos. Quando o som finalmente passou a ser introduzido nos filmes, nos anos 1920, os sistemas sonoros ainda eram muito rudimentares, com baixa qualidade na gravação e amplificação, sem contar a dificuldade para sincronizar sons e imagens de maneira adequada.

No início, os filmes que incluíam diálogos sincronizados (chamados de talking pictures ou talkies, ou seja, filmes falados) eram exclusivamente curtas-metragens. Os longas que possuíam algum tipo de som gravado se limitavam a música e efeitos. Tanto que o primeiro longa-metragem considerado como talkie foi lançado apenas em 1927: “O Cantor de Jazz/The Jazz Singer”. Embora alguns cineastas e críticos tenham recebido os filmes falados com certa resistência, pois acreditava-se que eles “subvertiam a estética e a arte do cinema mudo”, foram essas inovações tecnológicas que garantiram o desenvolvimento de Hollywood como a meca da indústria cinematográfica.

Com a popularização dos longas-metragens sonorizados, passaram a ser necessários profissionais para fazer esse trabalho nas fases de filmagem e pós-produção. Então, quem são exatamente as pessoas que compõem uma equipe de som no cinema? É correto usar o termo sonoplasta?

Plástica do som

O primeiro aspecto que precisamos observar é o próprio termo “sonoplastia”, que trata da “plástica do som”. A palavra vem do latim sono (= som) com o grego plastós (= modelado). Exclusiva da língua portuguesa, surgiu na década de 1960, com o teatro radiofônico. Basicamente, referia-se à reconstituição artificial dos efeitos sonoros que acompanhavam a ação. Essa definição acabou se estendendo a outras plataformas de expressão artística, que também utilizavam narrativa acompanhada de som, como o teatro e a televisão.

Apesar de ainda ser utilizado em algumas mídias, o termo acaba se tornando um pouco simplista quando se trata de cinema. Isso porque, na sétima arte, não existe apenas um sonoplasta, mas uma série de diferentes profissionais com funções variadas. Sendo assim, que tal aprendermos um pouco mais sobre cada uma dessas funções e os processos de criação do som dentro de um longa-metragem?

 

O que faz um profissional de som?

A equipe de som é composta pelos seguintes profissionais: na filmagem, o responsável pela captação dos sons é o técnico de som direto ou diretor de som, junto com seus assistentes (quando necessário, ou se o orçamento permitir). Na pós-produção, temos o editor de som e seus assistentes (incluindo os artistas de foley) e os profissionais responsáveis pela mixagem do som. Todos eles são subordinados ao supervisor de edição de som, que acompanha ambos os processos (edição e mixagem). Mas vamos por partes, para entender melhor esses departamentos?

Na fase de produção/filmagem, o profissional responsável pelo som (técnico de som direto ou diretor de som) realiza a captação dos sons no set. É ele (ou ela) quem grava os diálogos, o ruído dos ambientes e efeitos diversos (como barulho de portas, carros, passos, etc). A ideia é que esses materiais possam ser utilizados na pós-produção, junto com as cenas sincronizadas. Essa função acaba pendendo mais para o lado técnico, já que o profissional não conceitua o som do filme, apenas segue a orientação do diretor sobre que tipo de sons terá que gravar no set.

Já na pós-produção, existem duas equipes: a de edição de som e a de mixagem (que são as etapas de finalização da parte sonora de um longa-metragem). Ambas as equipes podem ser bastante numerosas e são coordenadas pelo supervisor de edição de som. Aqui, sim, temos um trabalho muito mais criativo e conceitual, já que ambas as fases serão responsáveis por construir o “desenho de som” do filme.

Então, para a edição do som – que, hoje em dia, naturalmente é toda feita em programas de computador, com softwares como Pro Tools, Sound Forge ou Sonar – em geral o supervisor forma equipes de trabalho setorizadas. Por exemplo, uma pessoa mexe nos diálogos, outra ajusta os ambientes e efeitos, outra faz foley, e assim por diante.

Um parêntese: o foley é uma das atividades mais interessantes e curiosas da área de som. Os profissionais que executam essa função, chamados de artistas de foley ou técnicos de gravação de foley, normalmente recebem uma cena do filme, já montada, e precisam fazer a gravação de sons em sincronismo com essa imagem. É bem possível que você já tenha visto algum vídeo em que uma ou mais pessoas usam todo tipo de material e objeto para tentar reproduzir algum som específico (o ruído de uma faca em uma melancia pode simular um esfaqueamento, mãos batendo em uma tigela de água dão a impressão de água corrente, e por aí vai).

Para a edição de som, pode-se gravar em estúdio os sons de que se necessita (foley), ou também fazer uso das populares “bibliotecas de som” – bancos de arquivos, gratuitos ou pagos, com diversos tipos de sons previamente gravados e separados por categorias, para uso em produtos audiovisuais. Os sons escolhidos serão inseridos no filme, no momento e com a intensidade corretos para que a cena funcione.

Produções menores geralmente não possuem recursos para produzir foley em estúdio, por isso acabam recorrendo a esse tipo de biblioteca, além de valorizarem a captação do máximo possível de material bruto no set. O mesmo ocorre com documentários, que têm um compromisso um pouco maior com a realidade e por isso priorizam som ambiente; no entanto, para todos os casos, se o orçamento permitir, sempre é recomendado o trabalho de edição de som e, principalmente, de mixagem.

Chegamos, então, à fase de mixagem de som, um processo que envolve toda a parte de adequação sonora do filme. Feito digitalmente, esse trabalho é fundamental para que os sons do foley, que foram gravados dentro de um estúdio, soem como se estivessem de fato partindo de uma locação que o espectador está vendo no filme.

 

Quais as responsabilidades de um profissional de som?

No caso do técnico de som direto, sua responsabilidade no set é de escolher os microfones adequados e gravar o som da cena da melhor maneira possível, além de realizar a captação de ambientes e efeitos. Assim, ele pode tornar o trabalho dos profissionais de pós-produção um pouco mais fácil. Na verdade, os diálogos são a parte mais delicada dessa captação, pois se o técnico de som direto não realizar um bom trabalho, o filme acaba precisando de “dublagem”, ou seja, os atores terão que reproduzir em estúdio as falas da cena, para substituir a versão que não pode ser usada.

É na pós-produção que será criada, de fato, a linguagem sonora do filme. A equipe de edição de som recebe as cenas já montadas, então o som é sincronizado para atuar em conjunto com as imagens, potencializando ritmo e dando impacto à história. Todos os sons necessários para a narrativa, desde a maçaneta de uma porta até uma explosão, ou ainda o som da chuva, de cavalos, passos, roupas, tudo é criteriosamente estudado e, quando necessário, adicionado na edição. Utilizar ou não sons de bibliotecas já prontas ou de foley vai depender, basicamente, da qualidade do que foi captado no set e do tamanho da produção.

Por fim, a responsabilidade do profissional de mixagem é de fazer com que os sons do filme apareçam e se misturem de maneira orgânica, removendo imperfeições e adequando tudo aquilo que for necessário para tornar a experiência audiovisual mais completa e realista.

 

Dificuldades e Desafios

Para o técnico de som direto, naturalmente a maior dificuldade é lidar com imprevistos, tão comuns em um set de filmagem (uma construção próxima que acaba interferindo no som, o barulho do trânsito em determinada locação, um bebê chorando ou um cachorro latindo insistentemente nas imediações da filmagem, e assim por diante…)

Os profissionais de edição de som, apesar de atuarem efetivamente na fase de pós-produção, têm como maior desafio a necessidade de começarem a pensar e planejar o som do filme antes de sua execução – lendo o roteiro e conversando com o diretor sobre a linguagem conceitual que será aplicada.

Em alguns casos, é possível (e muito interessante, inclusive) que o editor de som participe do processo de filmagem, como mero espectador, sem nenhuma função além de ouvir e observar. Isso serve para que ele comece a entrar no universo daquela história e possa ter ideia do que o aguarda na pós-produção.

 

Como é o dia a dia de um profissional de som?

Pelo que vimos até agora, você já pode imaginar que, trabalhando com cinema, cada dia é diferente na vida dos profissionais de uma equipe. Os técnicos de som direto têm a oportunidade de estar nos mais variados sets de filmagem, com as condições sonoras mais diversas. Como se trata de um trabalho que exige habilidade e prática, quanto mais filmes esse profissional fizer, melhor.

Também para o editor de som, por ser uma função que envolve criatividade e, muitas vezes, improviso, o dia a dia nunca é igual. Cada projeto tem suas peculiaridades, mas a rotina de trabalho desse profissional envolve assistir ao filme já editado, conversar com o diretor sobre os conceitos da linguagem de som, planejar o que será feito e como isso será executado e, finalmente, colocar a “mão na massa”.

A rotina do profissional de mixagem de som não é muito diferente, exceto pelo fato de que seu trabalho acontece depois de todos os outros. Ele precisa fazer com que os sons gravados em estúdio pareçam ter sido captados em cena. Além disso, esse profissional é o responsável por criar os momentos de silêncio ou de impacto, fazendo com que a linguagem sonora realmente se torne parte da narrativa.

 

Quanto tempo demora cada projeto?

O tempo é relativo. Se pensarmos no captador de som direto, vai depender da quantidade de diárias necessárias no set de filmagem. Existem projetos que duram apenas um dia, já outros levam meses. Tudo varia conforme o processo de produção de cada filme. O que se pode afirmar com certeza é que o técnico de som direto geralmente se envolve nos projetos por um tempo um pouco menor do que os profissionais de edição e mixagem.

Para a edição e mixagem de som, num longa-metragem, demora-se em média dois a três meses, desde o início do trabalho, gravação de foley e demais adequações, até a entrega do som do filme pronto, mas isso também pode variar de acordo com o processo criativo de cada projeto e as demandas do diretor.

 

Quanto ganha um profissional de som?

Como em todas as áreas do audiovisual, essa pergunta é extremamente difícil de se responder. Tudo é muito relativo: depende do orçamento do projeto, de quanto o profissional vai trabalhar, se ele tem um estúdio ou não…

Na área de som direto, existe um valor de referência determinado pela tabela do Sindcine (aproximadamente 2500 reais por semana, para o técnico de som direto). Já na edição de som, não existe essa regulamentação ou base financeira, por isso o que acaba prevalecendo são as demandas de projetos e as negociações do próprio mercado.

Esses profissionais podem atuar basicamente de três formas: como funcionários de uma produtora/estúdio, como freelancers ou donos de seu próprio negócio. Em todos os casos, o salário depende muito da sua capacidade e experiência. Um editor de som experiente pode ganhar em torno de 4 mil reais por semana, ou mais.

Obviamente, uma pessoa que está ingressando agora no mercado não irá receber o mesmo que um profissional reconhecido. Por isso, é preciso realizar seu trabalho com qualidade, para se destacar dos demais. Mas, para quem se dedica, uma coisa a saber é que trabalhar com som no cinema não é uma profissão mal remunerada.

 

Como ingressar na área de som?

Infelizmente, não existe uma fórmula para o sucesso. O que existe é uma certa discussão entre os profissionais da área, pois alguns acreditam que trabalhar com som é um processo artístico, que não requer, necessariamente, muita técnica ou conhecimento prévio. Contudo, mesmo para quem já tem essa sensibilidade, será necessário conhecer os equipamentos e ferramentas utilizados na profissão (tipos de microfones, softwares de edição e mixagem, bibliotecas de sons).

Algumas pessoas passam de outras áreas do audiovisual para o som, uma transição que nem sempre é tranquila, mas certamente possível. A tradição autodidata começa a ganhar um respaldo educacional a partir de cursos especializados que vêm se integrando recentemente no mercado. Ingressar em um curso ou faculdade é uma excelente forma de criar oportunidades, já que, muitas vezes, os próprios professores são profissionais em atividade e acabam necessitando de novos talentos dentro de suas equipes. A partir disso, podem surgir convites e projetos. Ainda assim, também há pessoas que não passaram por nenhum curso, que são formadas em áreas sem relação com o cinema, mas que conseguiram “seu lugar ao sol”.

Com algum estudo e muita boa vontade, o ideal para quem está começando é tentar ingressar na área como estagiário ou aprendiz. Começar de baixo, como em qualquer outra carreira, permite aprender com os mais experientes e adquirir prática, além de ajudar a definir exatamente qual trabalho de som no cinema interessa mais a você.

A boa vontade é necessária, em qualquer estágio da profissão, porque é preciso muita paciência para conhecer e dominar esse ofício tão “artesanal”. Fazer um filme dá muito trabalho, um trabalho que normalmente precisa ser realizado em equipe, portanto humildade e perseverança são excelentes qualidades para quem deseja ingressar no mercado.

Muitos dos técnicos de som ou editores de som que trabalham no cinema também acabam atuando em filmes publicitários, já que o processo, as técnicas e os equipamentos utilizados para captação e edição de som são muito semelhantes. Também é comum, nesses profissionais, o gosto pela música. Ter um “bom ouvido” e sensibilidade para os mais diferentes ruídos, além de prestar atenção às trilhas e efeitos sonoros dos filmes que você assiste, são características que ajudam muito.

 

Trilha Sonora ou Trilha Musical?

Pessoas que não são da área de som no cinema costumam chamar a parte musical de um filme de “trilha sonora” – novamente emprestando o termo de outras mídias, como o teatro. No caso do fazer cinematográfico, muitos teóricos preferem definir como trilha sonora o conjunto geral dos elementos relativos ao som dentro de um filme, ou seja, não somente a música. Por isso, um termo mais apropriado seria “trilha musical”. Para se aprofundar nesse assunto, uma leitura recomendada é o livro “A Música do Filme”, de Tony Berchmans.

Em geral, o músico que faz composição para um filme é escolhido pelo diretor ou diretora e trabalha à parte da equipe de edição de som. Sozinho ou com seu próprio grupo de trabalho, o compositor é quem irá construir o conceito musical do filme, seguindo as orientações do diretor. Essa trilha, no entanto, nem sempre é formada apenas por composições originais e pode conter também músicas não originais, cujos direitos tenham sido cedidos ou comprados para uso na obra audiovisual.

Em se tratando de trilha musical original, ao longo da história do cinema, a função de compor essas músicas costumava ser desenvolvida por pessoas com alguma formação musical mais clássica, erudita. A partir dos anos 1980, a área se expandiu, abrangendo também outros músicos e integrantes de bandas pop. Atualmente, existe uma miscelânea de profissionais que compõem trilhas musicais para filmes.

O trabalho do compositor junto com o diretor é importante porque, conceitualmente, a música é um elemento bastante autoral dentro de um filme. A trilha musical “dá o tom” da história, por assim dizer, levando o espectador a sentir certas emoções em determinadas cenas, de maneira inconsciente. Casos clássicos de parcerias que duraram muitas décadas, entre músicos e diretores, são Bernard Herrmann com Alfred Hitchcock, Nino Rota com Federico Fellini e Danny Elfman com Tim Burton. Outro exemplo de sucesso é o compositor John Williams, criador de trilhas extremamente reconhecidas para filmes de diretores como Steven Spielberg e George Lucas (incluindo “Tubarão”, “Indiana Jones” e “Star Wars”).

Essas músicas, quando compostas exclusivamente para o filme, não obedecem apenas ao conceito musical, mas precisam seguir outro tipo de métrica, pois são apoiadas por imagens. Por esse motivo, o processo de composição acaba sendo um pouco diferente daquelas músicas que “já vêm prontas”. No entanto, se o diretor quiser utilizar uma peça já existente, ele precisa ter em mente que precisará pagar não só pelo direito de composição (que diz respeito ao artista, à criação), mas também pelo fonograma (referente ao estúdio onde a música foi gravada).

Nesse sentido, há outra questão importante a considerar: por exemplo, o diretor não tem dinheiro para comprar os direitos de uma música famosa, nem para contratar um músico que faça a trilha de seu filme, então opta por usar músicas antigas, que já caíram em domínio público (de compositores como Beethoven, Chopin, Bach, Mozart, etc). O problema é que, nesses casos, o direito de composição caiu, sim, em domínio público, porém o fonograma não. Ou seja, se alguém quiser usar uma música composta por Mozart, mas que foi executada recentemente pela Filarmônica de Berlim, terá que pagar o direito do fonograma sobre essa gravação.

Outra coisa a se considerar, no uso de música para o cinema, é a inserção de “trilha branca”. Trata-se de uma composição livre para uso, tanto no que diz respeito a direito autoral quanto do fonograma. Existem duas possibilidades para adquirir esse tipo de trilha: por meio de uma biblioteca de sons (assim como existem efeitos sonoros para venda, também há bibliotecas de trilha branca, com todo tipo de música para compor uma atmosfera) ou adquirindo essa trilha branca gratuitamente na internet. Alguns sites disponibilizam várias músicas de compositores que estão se lançando e que querem ganhar visibilidade. Esse material pode ser baixado e usado livremente, sem custo, apenas com a obrigação de inserir os créditos do autor.

 

Referências e conselhos

Uma ótima referência para quem gosta de som é o filme “Um Tiro no Escuro/Blow Out”, de Brian de Palma. O longa de ficção conta a história de um profissional de som que, sem querer, grava um acidente, que depois se revela um assassinato. A única pista do crime é a sequência sonora que ele gravou.

Além disso, existe uma enorme variedade de documentários disponíveis online, sobre o trabalho dos profissionais de som no cinema. É possível encontrar, em sites como o YouTube ou blogs especializados, desde vídeos tutoriais até entrevistas e curtas-metragens sobre o assunto, além de making of de filmes, que podem ser boas referências para entender a profissão e ter acesso a depoimentos de quem já trabalha na área.

Recentemente, foi lançada também uma sessão de entrevistas, falando sobre esses verdadeiros “artesãos do som”. A série “Operário Criador”, idealizada pela técnica de som direto Gabriela Cunha, aborda alguns aspectos do trabalho na área e traz uma reflexão sobre o mercado audiovisual brasileiro.

O principal conselho, para quem pretende iniciar agora, é ter disposição para aprender. Começar como assistente e observar os mais experientes, se possível sem fazer muitas perguntas. Lembre-se: falar durante o trabalho de som é uma interferência enorme! É a mesma coisa que ficar passando na frente do monitor de alguém que está editando um filme.

No set de filmagem, é importante tentar ser útil e não atrapalhar o serviço dos outros, ter paciência e demonstrar iniciativa. Outro conselho, mesmo para aqueles que já estão estabelecidos como profissionais de som, é se manter sempre atualizado sobre novas linguagens, técnicas e tecnologias.

Na verdade, algumas recomendações valem para qualquer área: toda pessoa que tem interesse em alguma coisa precisa se dedicar, conhecer o máximo sobre aquilo e mergulhar de cabeça. A carreira de som para cinema pode não ser uma das mais fáceis, mas em última instância o que conta é seu grau de dedicação e comprometimento com o trabalho.

É possível, sim, usar o som para trazer ideias novas e contribuir no enriquecimento de uma narrativa. Para isso, o essencial é ter a mente aberta e muito amor pela arte cinematográfica. O som de um filme é uma ilusão criada e orquestrada de maneira a levar o espectador a mergulhar em uma história. Seu papel, como profissional de som, será o de dar vida a esse mergulho.

Leu tudo e se identificou? Confira os cursos de som: Intensivo de Férias – Som Direto para Cinema e Curso de Som para Cinema e TVoutros cursos da AIC para iniciar ou se aprofundar na área.

* Fontes consultadas para esse artigo, professores da Academia Internacional de Cinema: Fernanda Nascimento e Pedro Lima