Profissões do Cinema – Parte I: Direção e Roteiro

 

O cinema é uma arte coletiva. Filmes podem ser feitos com equipes reduzidas ou, no modelo das grandes produções, feito por centenas de profissionais. Cada etapa precisa de mão de obra específica. O mais importante é saber que a realização de um filme – desde a concepção da ideia da história, passando pela produção, até ser distribuído ao público nas salas de cinema ou em outras mídias, envolve diversos expertises e muitas vezes demora anos para ficar pronto.Profissões do Cinema

Entender cada uma destas etapas e funções é fundamental para a boa realização de uma obra. Como é a profissão e o mercado? Quais as características que cada profissional deve ter? Conheça um pouco mais sobre essas funções específicas na cadeia produtiva audiovisual.

Apresentamos aqui a primeira parte de uma série de três capítulos e nessa primeira edição conheceremos duas funções primordiais: Diretor de Cinema e Roteirista.

Diretor de Cinema

É na cabeça do diretor que o filme se constrói, ele é a figura-chave do set, um líder. A função do diretor, em um set de filmagem, é saber o que quer. Ele não é apenas a pessoa que grita “ação!” e “corta” no início e final de cada cena, mas quem deve fazer as escolhas narrativas para transformar a história que está no papel em imagens em movimento.

Como o maestro de uma orquestra, esse profissional conduz o restante da equipe para executar sua visão da história. Ele tem duas tarefas essenciais: decupar o roteiro (desenvolvendo conceitos visuais, enquadramentos, movimentos de câmera e demais aspectos imagéticos) e estar de bom humor (já que precisa lidar o tempo todo com outros artistas e tirar deles o melhor trabalho possível).

Além de escolher a equipe, o diretor é responsável por comunicar suas ideias, de modo que todos sigam a mesma linguagem e “façam o mesmo filme”. É importante saber expressar o que quer, para que os outros profissionais entendam o conceito, mas acima de tudo é preciso saber ouvir, aproveitando as contribuições que podem surgir ao longo do processo.

Essa é uma área para pessoas determinadas, que tenham espírito de liderança, boa comunicação e facilidade para tomar decisões. Também é necessário ter muita sensibilidade, criatividade, amplo conhecimento sobre o fazer cinematográfico e um vasto arsenal de referências sobre a sétima arte.

Vale lembrar que o mercado audiovisual brasileiro só faz crescer – e demandar mão de obra qualificada, mesmo em tempos de recessão. De acordo com a Agência Nacional do Cinema (ANCINE), em 2014 o audiovisual brasileiro foi responsável por uma geração de renda de R$24,5 bilhões na economia brasileira (quase o triplo da renda de 2007, que foi de R$8,7 bilhões). Além de movimentar US$1,74 bilhão entre importações e exportações de serviços audiovisuais em 2015.

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Roteirista

O trabalho do roteirista é, basicamente, colocar as ideias na página. Ele é o primeiro a começar a contaRoteiror uma história que ganha vida durante a produção e só termina na sala de edição.

“O roteirista é o compositor da música que o diretor apresentará ao público. Sem roteiro, não há música para ser tocada, não há uma planta para se construir o prédio, não há uma receita para ser cozinhada. Ninguém tem um trabalho no set até que a palavra “FIM” seja escrita. Ele trabalha de perto com os produtores e com o diretor para saber o que é possível dentro do orçamento e qual o tom e o estilo que o filme deve ter”, diz o roteirista Thiago Fogaça.

No cinema, em filmes de ficção, geralmente a participação doroteirista se limita à fase de pré-produção. Já em documentários, o filme vai se moldando conforme a realidade daquilo que é gravado, o que exige adaptações no roteiro. Quando se trata de seriados, em geral a criação é coletiva no sistema de writer’s room (sala de roteiristas).

Como as possibilidades de trabalho para um roteirista, nos dias de hoje, podem ir do cinema para a TV, passando ainda pela internet, educação entre outros projetos, sua atuação pode variar muito. Mas a função mais comum desse profissional é desenvolver os personagens e a história, criando soluções narrativas para ela.

Essa é uma profissão para pessoas observadoras, disciplinadas e imaginativas, que gostem (muito) de escrever, que consigam manter o foco com facilidade e que estejam preparadas para uma rotina um pouco mais solitária do que a das outras carreiras cinematográficas.

Como fazer um roteiro?





Confira também a segunda e a terceira parte da Reportagem.

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*Matéria de Paulo Castilho escrita em 12 de maio de 2013 – fotos Alexandre Borges, Bia Takata e Lucas Peev. Atualizada e republicada em março de 2018, texto de Katia Kreutz e edição de Mônica Wojciechowski


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