ENCONTROS com grandes realizadores | primeiro workshop com Kleber Mendonça Filho

A Academia Internacional de Cinema (AIC) organizou uma série de oficinas, chamada Encontros, com grandes realizadores do Cinema Nacional. O primeiro workshop, que teve a duração de 5 dias, foi com o cineasta Kleber Mendonça Filho. A procura foi tão grande, que o diretor e roteirista do premiado longa Bacurau, que ganhou o Prêmio do Júri em Cannes de 2019 e de melhor filme no festival de Munique, decidiu abrir uma nova turma, que começa no dia 14 de setembro. Kleber vai falar sobre seu processo de criação e linguagem cinematográfica.

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco, crítico e responsável pelo setor de cinema da Fundação Joaquim Nabuco, Kleber lançou o seu primeiro longa-metragem de ficção, O Som ao Redor, em 2013. O segundo, Aquarius (2016) colecionou vários prêmios, entre eles o de melhor filme do World Cinema Amsterdam, festival de cinema da Holanda. Kleber é considerado um dos mais relevantes diretores da atualidade.

 

Encontros #2 com Marco Dutra

No dia 3 de agosto o diretor, roteirista e compositor Marco Dutra vai ministrar o segundo Workshop. Dutra vai falar sobre seu processo de escrita e seu estilo cinematográfico.

Dutra escreveu e dirigiu os longas-metragens As Boas Maneiras, codirigido por Juliana Rojas, que ganhou o Leopardo de Prata no Festival de Locarno em 2017, Trabalhar Cansa, que estreou em Cannes na mostra Un Certain Regard em 2011 e foi finalista do Sundance/NHK Award. Este ano o filme Todos os Mortos, codirigido por Caetano Gotardo, foi selecionado para competir pelo Urso de Ouro na seção principal da competição no 70º Festival Internacional de Cinema de Berlim. Ele também dirigiu a série O Hipnotizador, da HBO, e finaliza agora a série Noturnos, outra parceria com Gotardo.

 


Encontros #3 com Beatriz Seigner

A diretora, roteirista e produtora Beatriz Seigner, à partir do dia 17 de agosto, vai ministrar a terceira oficina Encontros. Bia dirigiu o filme “Los Silencios” (Brasil, Colômbia, França), rodado na fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, que estreou na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes 2018, e foi aclamado pela Hollywood Reporter, Variety e Screen International como um dos melhores filmes da edição 2018 do Festival. Venceu o Impact Award by Ai Weiwei no Stockholm Film Festival e os prêmios de Melhor Direção e Prêmio da Crítica no Festival de Brasília 2018; Melhor Roteiro e Prêmio Especial do Júri no Festival de Lima (Peru); Melhor Contribuição Artística de Obra Prima no Festival de Havana (Cuba); Spanish Cooperation Prize no Festival de San Sebastian (Espanha); CICAE prize concedido pela Confederação Internacional de Cinemas de Arte e Ensaio no Festival Cinelatino em Toulouse (França); e Menção Honrosa da UNESCO no Festival Internacional de Cinema da Índia, em Goa.

Beatriz também é a diretora, roteirista e produtora do longa de ficção “Bollywood Dream”, a primeira coprodução entre o Brasil e a Índia, que estreou nos cinemas comerciais em 2011, tendo passado pela Mostra Internacional de Cinema de São Paulo em 2009, e pelos Festivais de Pusan, na Coréia, Paris, Tóquio, Los Angeles, entre outros.

É também diretora e roteirista do episódio “A Familia de Olga” que compõe o longa-metragem “Vizinhos” (2019), produzido pelo renomado cineasta chinês Jia Zhang-Ke, e dirigido por diretores expoentes do BRICS.

Encontros #4 com Juliano Dornelles

A quarta oficina Encontros é com o diretor, diretor de arte e roteirista Juliano Dornelles, à partir do dia 21 de setembro. Como diretor e roteirista, Dornelles lançou em 2011 o curta Mens Sana In Corpore Sano no 64º Festival de Cinema de Locarno, onde ganhou prêmio especial do júri e vários outros prêmios em festivais no Brasil. Em janeiro de 2015 rodou seu primeiro longa, O Ateliê da Rua do Brum, que encontra-se em pós-produção. Seu longa-metragem Bacurau, que foi co-escrito e co-dirigido com Kleber Mendonça Filho, tornou-se o filme brasileiro mais aclamado de 2019 alcançando a marca de 750 mil espectadores nos cinemas brasileiros, vencendo o prêmio do júri no Festival de Cannes e acumulando inúmeros outros prêmios em festivais internacionais (Munique, Lima, Milão, Sitges entre outros) como também recebeu um enorme reconhecimento da crítica internacional e brasileira, sendo premiado pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) e sendo relacionado na prestigiosa lista dos 10 melhores filmes do ano pela revista francesa Cahiers du Cinema ficando em 4º lugar.

Nascido em Recife, em 1980, Juliano Dornelles  formou com outros realizadores o grupo criativo Símio Filmes, no início de 2000. No início da carreira atuou como cineclubista, escreveu e dirigiu ficções de curta metragem e videoclipes em formato digital. Desde 2004 atua como diretor de arte e colaborador criativo em projetos de realizadores como Kleber Mendonça Filho, Daniel Bandeira, Marcelo Pedroso e Leonardo Lacca.

 


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