Alunos do curso de produção atuam na área de casting em produtora

Trabalhar com produção de casting talvez seja algo que não desperte tanto o interesse de quem sonha em ingressar no mercado audiovisual. No entanto, uma boa escolha de atores pode ser o diferencial para o sucesso de um filme ou série. Por isso, o curso de produção da Academia Internacional de Cinema (AIC) oferece aulas específicas nessa área, para que os alunos aprendam a realizar o recrutamento de atores e os testes de elenco necessários para uma eficiente seleção de casting.

O diretor de elenco Diogo Ferreira, professor de produção de casting na AIC, explica que o intuito é formar novos profissionais que possam realmente atuar na área. “Ao final das aulas, sempre deixo meu contato e digo para aqueles que tiverem interesse que enviem um currículo e que aguardem uma oportunidade”, conta ele, que já trabalhou na Mixer Filmes e hoje atua como freelancer.

De acordo com Diogo, o primeiro aluno da AIC a conquistar uma dessas vagas no mercado profissional foi Gustavo Zampoli. “Ele começou a fazer freelas pela +ADD Casting, nos testes de elenco e sets de filmagem, até surgir a oportunidade de eu voltar à Mixer e convidá-lo para fazer parte da minha equipe”, conta o professor.

Gustavo considera a experiência na Mixer como um divisor de águas para sua carreira profissional. “Antes da AIC, eu trabalhava em uma produtora pequena. Fui atrás do curso justamente para aprimorar meus conhecimentos na área do audiovisual”, comenta o ex-aluno, que ingressou na área de produção de casting com alguns freelas em comerciais. “Por fim, o Diogo me convidou para trabalhar com ele na produtora. Eu nunca tinha feito uma série na minha vida e, no ano passado, acabei participando de duas (Escola de Gênios e Rio Heroes)”.

Segundo Gustavo, aprender todos os processos, tanto da produtora quanto em cada projeto, foi extremamente enriquecedor. “No mês que vem, finalizo esse ciclo com a Mixer e retorno a trabalhar como freelancer. Quando olho para esse período de um ano e meio de experiência, fica nítido que o Gustavo que entrou na produtora saiu muito mais maduro e preparado para o mercado”, declara.

Outra aluna do curso de produção a dar os primeiros passos nessa profissão, partindo da mesma turma de Gustavo, foi Cidy Campos, que prestou serviços como freelancer. Diogo conta que, em 2018, quando surgiu uma possibilidade de trabalho em uma das séries que a Mixer produzia, mais uma profissional formada pela AIC foi chamada para cuidar do elenco. “Dei uma chance para a Bruna Cela, que desde antes do curso me escrevera revelando uma vontade muito grande de trabalhar com casting”, explica o professor.

Para Bruna, a área de casting sempre foi um objetivo, não apenas uma porta de entrada no mercado audiovisual. “Sou formada em Publicidade e há muito tempo tentava uma oportunidade na área, mas sem experiência ficava muito mais difícil. Fui fazer o curso de produção da AIC exatamente por conta da aula de casting do Diogo”, relata.

A ex-aluna conta que, no dia da tão esperada aula de casting, falou várias vezes para o professor sobre o quanto queria trabalhar com isso e relatou suas experiências. “Chegando em casa, mandei um e-mail com meu currículo. Demorou pouco tempo para que ele me chamasse para trabalhar nesse projeto da Mixer”. Ingressando na produtora, foi o colega de AIC Gustavo quem explicou para Bruna o funcionamento das atividades. “Hoje, trabalhamos juntos e formamos uma ótima equipe!”

Já o professor Diogo Ferreira atua há mais de 20 anos no mercado audiovisual. Iniciou sua profissionalização na área de casting no final dos anos 1990, em uma agência de atores. Passou então a fazer assistência e pesquisa de casting no teatro e em escolas de interpretação. Em 2005, foi contratado pela Mixer, onde chegou aos cargos de produtor e coordenador de casting. Em 2010, montou sua própria empresa, a +ADD Casting, atuando em publicidade, séries de TV, longas e curtas-metragens. Seus trabalhos de maior relevância foram a série 3%, da Netflix, e o longa-metragem Jogo das Decapitações, do diretor Sérgio Bianchi. Os mais recentes foram as séries A Garota da Moto, do SBT; Rio Heroes, da Fox Premium; e Escola de Gênios, do canal Gloob.

“Geralmente surgem oportunidades para trabalhar como assistente de casting, em testes de elenco ou sets de filmagem. Mas o profissional que ingressa no mercado precisa aprender na prática, pois não existe uma formação específica na área”, afirma Diogo, apontando que o diferencial do curso de produção da AIC é justamente esse contato com outros profissionais, mais experientes.

Para o diretor de elenco, demonstrar interesse e estabelecer bons relacionamentos são habilidades que ajudam os iniciantes a se destacarem no mercado. É preciso também conhecer atores de teatro e de cinema, estabelecendo vínculos. Mas o professor ressalta sobretudo a necessidade do aprendizado, para quem considera trabalhar com produção de casting. “Embora a minha formação não inclua uma graduação em cinema, acredito que seja muito importante estudar para ter mais facilidade de entender a linguagem e a estrutura de uma produção”.

*Texto Katia Kreutz

*Foto de Murilo Rosa, protagonista da Série Rio Heroes, da fox. 


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