Professor Rafael Lessa fica entre os 10 finalistas do Novas Histórias

O roteirista e professor da Academia Internacional de Cinema (AIC), Rafael Lessa, ficou entre os 10 finalistas de um dos maiores rafael lessaconcursos de roteiro do Brasil, o Laboratório Novas Histórias. Ao todo foram 180 inscritos e 10 finalistas selecionados.

Criado em 1996 em parceria com o Sundance Institute, os laboratórios de roteiros, hoje uma parceria entre Senac e Sesc SP, tornaram-se referência por ter, entre os 10 roteiros selecionados, grandes obras que ganharam as telas, entre elas: “Cidade de Deus” de Braulio Mantovani, “O Invasor” de Beto Brant, Marçal Aquino e Renato Ciasca, “Ódiquê” de Gustavo Coelho, “Olhos Azuis” de Paulo Halm e Melanie Dimantas, “Redentor” de Claudio Torres, Elena Soárez e Fernanda Torres e “Serras da Desordem” de Andrea Tonacci.

Rafael conta que o laboratório aconteceu entre os dias 19 a 22 de novembro em Campos do Jordão. “Ficamos por 4 dias recebendo consultorias do nosso roteiro com consultores do mercado brasileiro e internacional, como o roteirista do filme ‘O Filho da Noiva’. Nos encontros discutimos as qualidades e problemas dos roteiros, e como melhorá-los. Uma semana intensa de trabalhos. Foi muito bom, tive cinco consultorias e me sinto bem mais preparado para continuar escrevendo a história e pensando nos meus personagens, só que, com certeza, com muito mais ferramentas do que na segunda-feira, antes de começar o laboratório. Sinto que essa experiência foi um divisor de águas para o projeto e recomendo para qualquer roteirista tentar participar de alguma edição, vale muito a pena!”.

Greicekelly – O Projeto

A consultoria é para o projeto do primeiro longa de Rafael, chamado Greicekelly. O argumento foi feito em 2011 e será filmado em 2015. O filme conta com elementos de comédia e melodrama. “Uma história passional, mas, que também, busca entender o que aproxima e afasta as pessoas, quando se apaixonam. E uma história de uma mulher em conflito com seus desejos maternais e seus desejos sexuais”, conta.

Segundo o roteirista e professor, a história é uma versão re-imaginada da Lolita. “Greicekelly é a Lolita do filme, uma adolescente que seduz a ex-presidiária e hoje, cabeleireira, Aurora, de 40 anos, porque deseja usar a mulher como aliada num concurso de beleza, o Miss Teen Augusta, já que sua mãe verdadeira Sandra, uma ex-modelo arrependida e Evangélica convertida é contra a participação da filha no concurso. Daí surge o conflito central do filme, que, se agrava com o retorno de Antenor, o ex-marido de Aurora”, conta.