O ROTEIRO, A LOCAÇÃO, DOIS ATORES E UM CURTA EM UMA NOITE

Filme: Xtalker - Foto: Divulgação

Filme: Xtalker – Foto: Divulgação

O que parece improviso é na verdade resultado de um afinado trabalho em equipe. Assim foi feito “XTalker”, curta de Louyse Gerardo, ex-aluna do Curso de Direção de Fotografia da AIC-RJ, e o filme está na 18ª Edição do Festival Internacional de Filmes Curtíssimos, que acontece entre 23 e 26 de novembro em Brasília.

Louyse conta que a ideia para “XTalker” – que retrata como um momento de aflição pode desencadear consequências trágicas – surgiu de forma  espontânea em conversas com um ex-colega de trabalho, e ele então escreveu o roteiro: “logo após termos a ideia, eu mesma procurei a locação, um café em Niterói, que era exatamente como tínhamos pensado. Entrei em contato com os donos e eles adoraram a ideia e resolveram apoiar. O mesmo se deu com os atores, a Nathália Reina, que já é atriz, adorou a ideia e ajudou achar o outro ator, Rhayan Jardel. “

Com a pré-produção resolvida, era hora de rodar. Tudo em uma única noite. Aí sim, foi preciso saber inventar para lidar com os imprevistos:  “A gravação durou um dia, para ser mais exata, uma noite. Tivemos alguns obstáculos como, por exemplo, o café não poderia parar de funcionar enquanto estivéssemos gravando, dessa forma, teríamos que ter o mínimo de pessoas no set de filmagem. Outro problema foi a chuva. Começou a chover no final das filmagens, mas combinou com a cena que estávamos gravando. Além disso, nosso led que parou de funcionar, mas consegui adaptar os recursos disponíveis na hora. Acredito que com criatividade e conhecimento tudo se resolve. Ficamos satisfeitos com o resultado e o retorno está sendo o melhor possível”.

Além de “XTalker”, Louyse tem outro curta no currículo “I Miss You”, que foi selecionado para o Festival Internacional de Cine Fantástico y de Terror de Navarra y Horror Online Art, na Espanha.

Louyse Gerardo - Foto: Divulgação

Louyse Gerardo – Foto: Divulgação

Louyse é carioca, trabalha como fotógrafa há mais de seis anos, tem pós em Discurso Fotográfico pela UEL, e o cinema apareceu em sua vida por causa da fotografia “sempre fui apaixonada por arte, e a luz no cinema é o que faz meu coração bater mais forte. Viajei por mais de 20 países, buscando aprimorar minha linguagem fotográfica, entender o próximo e sua cultura. O somatório dessas experiências me levou ao que estou fazendo agora, meu primeiro documentário, e pretendo me especializar nessa área. Esse novo projeto já está em andamento e o nome será ‘Os enlatados’” diz Louyse.

 O FESTIVAL

O Festival Internacional de Filmes Curtíssimos tem como objetivo estimular o audiovisual acessível a todos, principalmente, entre os jovens e incentivar os experimentos, sua única regra é a de que o filme tenha no máximo três minutos de duração, mas essa imposição não impediu que todos os gêneros estivessem na competição, revelando imaginação e inventividade dos participantes. Surgiu em Paris com o nome de Très Court, hoje conta com a participação de 20 países e mais de 100 cidades ao redor do mundo, mostrando a diversidade das culturas presentes. É aberto ao público e conta com atividades ligadas ao audiovisual, além das mostras competitivas nacionais e internacionais. Para visualizar a programação, acesse o site.