Diretores de Chuva é cantoria na aldeia dos mortos na AIC-SP

No próximo dia 9 de dezembro, às 18h, a Academia Internacional de Cinema (AIC) de São Paulo exibe o premiado filme Chuva é cantoria na aldeia dos mortos. A sessão será seguida de bate-papo com os diretores João Salaviza e Renée Nader Messora, mediado pelo coordenador acadêmico da AIC Martin Eikmeier. O longa, que percorreu mais de cinquenta festivais internacionais, é vencedor do Prêmio Especial do Júri na mostra Un Certain Regard, no Festival de Cannes, onde fez sua estreia em 2018.

A sessão comentada é aberta e gratuita. Para participar, preencha o formulário abaixo.


 

Chuva é cantoria na aldeia dos mortos acompanha a história de Ihjãc, um jovem da etnia Krahô, que mora na aldeia Pedra Branca, em Tocantins. Após a morte do pai, ele se recusa a se tornar xamã e foge para a cidade. Longe de seu povo e da própria cultura, Ihjãc enfrenta as dificuldades de ser um indígena no Brasil contemporâneo.

Renée  e João,  que passaram vários meses na aldeia Pedra Branca, explicaram que o filme foi inspirado em uma história real : “O filme é inspirado na história de um desses jovens cineastas indígenas, que em uma das nossas viagens à aldeia, começou a se sentir fraco e assustado porque um pajé tinha jogado um feitiço nele. Se ficasse na aldeia, ele achava que iria morrer, então fugiu para a cidade. Este caso, que acompanhamos muito de perto, foi o disparador. Depois, com a nossa convivência na aldeia, participando da rotina da comunidade, o filme começou a ganhar novos contornos. Quando finalmente decidimos que o Ihjãc seria o protagonista, ele também trouxe todo o seu núcleo familiar, suas questões cotidianas e sua maneira muito particular de se relacionar com o mundo. Então o filme vai se moldando, ancorado numa forte presença de elementos reais, do dia a dia na aldeia, naquele núcleo familiar específico. Queríamos filmar a intimidade daquela família”.

O cineasta português João Salaviza, professor da IAFA (escola irmão da AIC), estudou cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa, e na Universidad del Cine, em Buenos Aires. Seu primeiro longa-metragem, Montanha, teve estreia mundial na Semana da Crítica do Festival de Veneza, em 2015. Veio na sequência de uma trilogia de curtas formada por Rafa (Berlinale Golden Bear 2012), Arena (Palme d’Or no Festival de Cannes 2009) e Cerro Negro (Rotterdam em 2012). Recentemente voltou ao Festival de Berlim com os curtas Altas Cidades de ossadas e Russa (codirigido com Ricardo Alves Jr). Chuva é cantoria na aldeia dos mortos é seu segundo longa-metragem.

Renée Nader Messora é paulista, formada em Direção de Fotografia pela Universidad del Cine, em Buenos Aires. Por 15 anos trabalhou como assistente de direção no Brasil, Argentina e Portugal. Em 2009, Renée Nader Messora conheceu os Krahô e, desde então, ela trabalha com a comunidade, contribuindo na organização de um coletivo de jovens cinegrafistas. O foco do trabalho do grupo Mentuwajê Guardiões da Cultural é usar as ferramentas audiovisuais para o fortalecimento da identidade cultural e a autodeterminação da comunidade. Chuva é cantoria na aldeia dos mortos é seu primeiro longa-metragem.

Sessão + Bate-Papo na AIC de São Paulo

18h exibição do filme Chuva é cantoria na aldeia dos mortos (114 minutos)
20h bate-papo com os diretores João Salaviza e Renée Nader Messora
Rua Doutor Gabriel dos Santos, 142 – Higienópolis.
Fone: +55 11 3660-7883


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