“TERESINHA”, DO EX-ALUNO VICTOR RIBEIRO, ESTREIA DIA 15

O longa-metragem “Teresinha”, de Victor Ribeiro, ex-aluno do curso Filmworks da Academia Internacional de Cinema (AIC) estreia este mês em salas de cinema em São Paulo (ITAU Frei Caneca e Cinemark Interlagos), em Belo Horizonte (Cineart Cidade) e no Rio de Janeiro (Estação Laura Alvim).

Filme "Teresinha" - Foto: Divulgação

Filme “Teresinha” – Foto: Divulgação

O filme retrata a história de Thérèse de Lisieux, conhecida popularmente no Brasil como Santa Teresinha do Menino Jesus. O roteiro foi baseado no espetáculo teatral “Theresinha” de Helder Mariani e o elenco conta com a presença de Gabriela Cerqueira, Madre Elizabeth e Luciana Filippos.

A HISTÓRIA

Marie-Françoise-Thérèse Martin nasceu em janeiro de 1873 e faleceu em 1897, com apenas 23 anos, depois de ser acometida por tuberculose. Teve vida breve, mas deixou um legado que perdura até hoje; é um dos mais influentes modelos de santidade para católicos e religiosos em geral por seu ”jeito prático e simples de abordar a vida espiritual”, pois para ela “a perfeição e a santidade podem estar nas pequenas coisas, nos pequenos gestos”.

A pedido de sua irmã Paulina escreveu três manuscritos. Esses escritos são sua autobiografia, e foram publicados em 1898 com o título de “História de uma Alma”, um ano após sua morte. Sua publicação causou um grande impacto na época, transformando-a rapidamente em um dos santos mais populares do século XX. Além de sua autobiografia, Teresa deixou também cartas, poemas, peças religiosas e orações. Suas últimas conversas também foram preservadas por suas irmãs.

Pio XI a beatificou em 1923, canonizando-a dois anos depois. Teresa foi também declarada copadroeira das missões com São Francisco Xavier em 1927 e nomeada copadroeira da França (com Santa Joana d’Arc) em 1944.

O FILME

O filme de Victor abrange os últimos dezoito meses de vida de Teresa, dessa freira carmelita descalça que passa esses momentos mergulhada na chamada “noite escura da alma”. Em seus manuscritos autobiográficos, há uma radiografia do dilema do homem moderno – o conflito entre a razão e a fé. O documentário apresenta a dimensão humana dessa jovem santa, que no final do século XIX vivenciou as questões e contradições que marcariam a pós-modernidade.