Taxista Chato, Piadas Ruins e Oito Festivais

As Piadas Infames de AníbalQuem nunca pegou um táxi com um motorista chato que contasse piadas ruins? O curta “As Piadas Infames do Aníbal”, do aluno Carlos Eduardo de Carvalho Machado, que cursa o FILMWORKS – o curso de direção cinematográfica da Academia Internacional de Cinema (AIC) – conta a história de Aníbal, um taxista que trabalha no aeroporto de Guarulhos e adora contar piadas, mas, ninguém gosta de ouvi-las. Quando a empresa onde ele trabalha escolhe outro taxista como funcionário do mês, o mundo de Aníbal desmorona.

A história engraçada, de um personagem tão universal, está fazendo sucesso e percorrendo festivais e mostras no Brasil e no Mundo. Já passou no Festival de Cinema de Mogi Mirim, no Cine Lapacho, na Argentina; no New Latino Cinema, nos Estados Unidos; no Bar TVFest, em Montenegro; no Festival Internacional Cinematográfico de Toluca, no México, que acontece até o dia 18 de outubro; entre os dias 23 e 26 de outubro estará no Festival de Mecal, no Chile; entre os dias 15 e 17 de novembro estará no New York Denouement Film Festival; e aqui no Brasil, estará na Mostra CineBH, no dia 17 de outubro, às 17h no Cine Humberto Mauro, em Belo Horizonte.

Além de Carlos, o curta ainda conta com a participação do professor da AIC, André Gatti, no elenco do filme e com a aluna Danielle Chinellato, que fez o som do filme. As piadas infames do Aníbal

Como Tudo começou

Carlos Machado conta que a ideia do filme surgiu quando realizava um outro trabalho. “Um dia, eu estava com o Rodrigo Mesquita, que é o fotografo do filme, gravando na BR-163, entre Cuiabá e Santarém, e meu carro quebrou, e tivemos que voltar de táxi, do Mato Grosso até São Paulo, cerca de 1800 km, com um taxista que gostava bastante de fazer piadas. Juntei essa experiência pessoal com um universo que conheço bastante, que é a da minha cidade, Guarulhos. Eu gosto de falar sobre o que eu realmente conheço, e em Guarulhos, a figura do taxista do aeroporto é diferente do taxista comum, ele é um cara bem sucedido, com grana e presente na sociedade. Ao todo são quase 1000 taxistas na cidade. Usando essas experiências pessoais saiu o filme”, conta.

O Personagem

Carlos fez o roteiro, a produção, a direção de arte e dirigiu o filme. Segundo ele, o taxista Aníbal, só conta piadas ruins. “Ele é aquele tipo chato, mas sem saber que é chato, mas fugindo daquele clichê de taxista chato, reacionário. Quando a empresa que ele trabalha passa a escolher o taxista do mês, e ele perde pra um sujeito realmente engraçado, ele não sabe lidar com isso e fica depressivo, mas ai ele conhece uma menina, uma menina bem peculiar, que o ajuda. Gosto de ressaltar também que eu sou de Guarulhos, e o filme traz um pequeno recorte da minha cidade. É um filme sobre um personagem do subúrbio, mas que é universal”, conta.

A Produção

Carlos também conta que não foi fácil produzir o filme, já que a quantidade de figurantes era grande, existiam muitas locações e pouco dinheiro. “A produção do filme foi difícil, mas o fato de filmar em ‘casa’, quero dizer, em Guarulhos, facilitou muito. Em cidades menores, burocracias de produção, do tipo, fechar ruas etc., são mais fáceis do que em São Paulo. As pessoas pra figuração também são mais fáceis de conseguir, por mais que seja um filme de estudante e independente, as pessoas tem aquela imagem do glamour do cinema, e são mais abertas a participação”, conta.

Ficha técnica

Carlos Machado – Roteiro, Direção, Produção e direção de arte
Rodrigo Mesquita – Direção de fotografia
Danielle Chinellato – Som
Ruy Prado – direção de arte
Wiliiam Vega – produção
Eduardo Noronha – Trilha sonora original

Elenco: Caio Blanco – Renata Konsso – Bob Maya – André Gatti – Leonardo Vaz – Carmem Minhoto – Antonio Carlos de Almeida Campos

*Fotos de Rodrigo Mesquita e Divulgação