Produtora Diana Almeida na AIC

Hoje_Eu_Quero_Voltar_Sozinho_pôster (1)A produtora Diana Almeida, que produziu o longa “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” (dir. Daniel Ribeiro), escolhido para representar o Brasil na disputa do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro 2014, esteve na Academia Internacional de Cinema (AIC) na última quinta-feira (11). Ela deu uma aula especial para os alunos do FILMWORKS – o curso de formação profissional em cinema da AIC e contou sobre como foi todo o processo de produção do filme, desde a produção do curta “Eu Não Quero Voltar Sozinho” – que originou o longa, até como foi a captação de recursos e o desenvolvimento do filme.

Em entrevista para a Comunicação da AIC, depois da aula, Diana disse que não se sente à vontade para dar conselhos para os alunos e que o único toque que poderia dar, baseado na sua experiência é: “Pesquisar. Pesquisar e planejar muito. Pesquisar filmes, conhecer os números, entender por que um filme dá certo, tentar conhecer o elemento que fez o filme dar certo”.

Diana também falou das estratégias originais de distribuição do filme, entre elas a versão pirata “oficial”, numa iniciativa de combater à pirataria a Lacuna Filmes colocou no mercado uma versão simples e barata do DVD.

A História e os Prêmios

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Os atores Ghilherme Lobo (Leo) e Fabio Audi (Gabriel) em cena do filme

O filme conta a história de Leo, um adolescente cego que, como qualquer adolescente, está em busca de seu lugar. Desejando ser mais independente, precisa lidar com suas limitações e a superproteção de sua mãe. Para decepção de sua inseparável melhor amiga, Giovana, ele planeja libertar-se de seu cotidiano fazendo uma viagem de intercâmbio. Porém a chegada de Gabriel, um novo aluno na escola, desperta sentimentos até então desconhecidos, fazendo-o redescobrir sua maneira de ver o mundo.

O longa estreou no Festival de Berlim e lá ganhou os prêmios Teddy (dedicado a produções com tem ética LGBT), o prêmio da crítica da mostra Panorama e Melhor Filme eleito pelo público.

Também recebeu prêmio de Melhor Filme no Athens International Film Festival, no New York Lesbian and Gay Film Festival e no San Francisco International Lesbian & Gay Film Festival, entre outros.

Sobre a indicação para o Oscar, Diana diz: “É muito surreal. É nosso primeiro longa. Não era algo que almejávamos, que estava em nossos planos. Somos uma produtora pequena e concorremos com filmes muito bons de produtoras grandes. Foi surpreendente, incrível, surreal e ao mesmo tempo estranho, conta”.

*Foto Destaque: Yuri Pinheiro – outras fotos: divulgação filme.