Fibra de Vidro ganha prêmio em Cabo Frio

Cartaz_Fibra_de_vidroOs ex-alunos Luma Oquendo e Carlos Silveira (Kaká) se conheceram fazendo curso de cinema, em uma escola de cinema. Vieram para a Academia Internacional de Cinema (AIC) e fizeram os cursos de Direção de Fotografia e Direção de Arte. Se deram tão bem que abriram uma produtora, a Gráviton Cinema Digital, com foco em cinema e Tv e com a intenção de contar histórias que provoquem reflexões sobre a condição humana. Já produziram no Brasil e fora do país e acabam de ganhar o prêmio de Melhor Curta na categoria de Ficção no 7º Festival de Cinema Curta Cabo Frio, com o curta-metragem “Fibra de Vidro”.

Além do Festival no Rio, Luma e Kaká ganharam uma Menção Honrosa no London International Film Festival por terem colocado três filmes na final do festival e serem os únicos representantes da América Latina. Em Londres, além do curta “Fibra de Vidro”, a dupla também inscreveu os filmes “Seus Pés” e “Waffle”, todos produzidos pela Gráviton.

Fibra de Vidro”, dirigido por Kaká e produzido por Luma, conta a história Fabio e Carla, um casal, que na busca por sonhos individuais, acaba deixando pra trás uma união promissora. O filme questiona até que ponto pode chegar uma relação fora de sintonia.

Cena do filme Fibra de Vidro, vencedor em Cabo Frio, dirigido pelo ex-aluno Kaká Silveira.

Cena do filme Fibra de Vidro, vencedor em Cabo Frio, dirigido pelo ex-aluno Kaká Silveira.

“A ideia do curta surgiu como uma história que era contada dentro de um longa que eu estava escrevendo”, conta Kaká. “Quando acabei a cena, gostei tanto, que a cena virou um curta. A ideia surgiu depois de eu ler matérias sobre mulheres que andavam com manequins no carro, para não aparentarem que estavam sozinhas, evitando assim, serem assaltadas. O fato em si já é muito interessante e então a partir dele, a história nasceu”.

Produção, Fotografia e Direção de Arte

O diretor e ex-aluno conta que produzir o filme foi uma experiência muito interessante e gratificante, já que o filme foi o primeiro trabalho da Gráviton. “Foi divertido reunir amigos e realizar nosso primeiro filme. O set de filmagem foi muito amigável e até hoje buscamos este ambiente quando estamos produzindo. Descontração e profissionalismo”.

Já a fotografia foi toda pensada de forma a transmitir a relação instável dos personagens. “Usamos eixos tortos, câmera instável e incômoda, e trabalhamos também neste sentido a colorização do filme, que começa quase sem cor e segue até uma saturação acentuada. A Direção de Arte também acompanhou esta premissa, dos figurinos até as locações, partindo de um tom mais pastel ao colorido”.

Assista ao teaser do filme:

*Fotos Divulgação do Filme